Medicina preventiva: cuidar vai além de tratar doenças!
Prevenir é mais inteligente, e mais barato do que tratar
Você já parou para pensar que a maioria das doenças crônicas poderia ser evitada, ou ao menos retardada, com atitudes simples e consistentes?
É exatamente isso que propõe a medicina preventiva, agir antes que o problema apareça, promovendo saúde em vez de apenas tratar doenças.
Dessa forma, no Brasil, essa abordagem é reforçada pela Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS), que orienta o Estado a reduzir vulnerabilidades e riscos ligados a fatores sociais, econômicos e ambientais. O objetivo vai além do consultório. É qualidade de vida para todos.
Por que a medicina preventiva importa tanto?
Os números falam por si. Uma pesquisa publicada em 2018 pelo ELSI-Brasil (Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros) revelou, por exemplo, que entre brasileiros com 50 anos, 7 em cada 10 convivem com ao menos uma doença crônica. Hipertensão, diabetes, obesidade e problemas cardiovasculares são condições que avançam silenciosamente quando não há acompanhamento regular.
27,9% dos adultos brasileiros têm hipertensão
16,6 mi de brasileiros vivem com diabetes
68% dos adultos estão com sobrepeso
Portanto, cada caso evitado representa vidas salvas e menos gastos. Internações, cirurgias e tratamentos crônicos custam muito mais do que exames periódicos e hábitos saudáveis.
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As principais estratégias de prevenção
A medicina preventiva não se resume a uma única ação. Ou seja, ela envolve um conjunto de cuidados que se complementam ao longo da vida:
Vacinação
Considerada uma das medidas mais eficazes já criadas pela medicina, a vacinação protege não só quem se imuniza, mas toda a comunidade ao redor. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece 21 vacinas gratuitas para todas as fases da vida, prevenindo doenças como sarampo, hepatite, tétano, coqueluche e influenza.
Exames e rastreamentos periódicos
Detectar precocemente é ganhar tempo. Logo, mulheres entre 25 e 64 anos devem realizar o Papanicolau regularmente. Entre 50 e 74 anos, a mamografia é recomendada. Para pessoas acima de 40, monitorar glicemia, colesterol e pressão arterial anualmente é fundamental para prevenir infartos e AVCs.
Hábitos saudáveis
Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, abandono do cigarro e moderação no consumo de álcool formam a base da prevenção. Desse modo, esses hábitos reduzem o risco não só de doenças crônicas, mas também de alguns tipos de câncer.
Saúde mental
Prevenir também é cuidar da mente. Rotinas de bem-estar, suporte psicológico e campanhas de conscientização mostram que saúde mental se constrói com atenção contínua, não apenas em momentos de crise.
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Por onde começar?
A boa notícia é que você não precisa fazer tudo de uma vez. Pequenas ações consistentes já fazem grande diferença.
Agende uma consulta de rotina no seu posto de saúde (UBS) ou clínica. Verifique a cobertura do seu plano de saúde para check-ups anuais. Cuide da alimentação, mantenha-se ativo e, se fumar, busque apoio para parar.
A prevenção é um investimento que você faz hoje para colher saúde amanhã.