7 mitos populares sobre saúde, e a verdade por trás deles!

Nem tudo o que dizem sobre saúde é verdade!

Muita gente acaba acreditando em conselhos de saúde que circulam nas redes e em conversas informais. Mas é preciso cuidado: nem tudo o que dizem por aí tem base científica. A seguir, desvendamos sete mitos comuns sobre a saúde e mostramos o que estudos e especialistas dizem de fato sobre cada um deles.

Mito 1: Homeopatia funciona

A homeopatia se baseia na ideia de que “semelhante cura semelhante”: tomar doses mínimas de uma substância que, em grande quantidade, causaria os sintomas da doença.

Na prática, porém, as soluções homeopáticas passam por diluições tão extremas (por exemplo, 10^-60) que quase não sobra molécula do princípio ativo original. Ou seja, o produto final é praticamente água, contendo apenas “energia vital” residuária. E a ciência não encontrou eficácia em tudo isso.

A maior revisão já feita sobre o tema: Evidence on the effectiveness of homeopathy for treating health conditions concluiu que a homeopatia não teve efeito positivo nenhum em qualquer caso avaliado. Na verdade, qualquer melhora percebida deve-se ao placebo e à atenção recebida, não a um efeito real do medicamento.

Mito 2: Vacinas causam autismo

A ideia de que vacinas provocam autismo começou a circular após um artigo de 1998, sobre a tríplice viral, que mais tarde foi desacreditado. O pesquisador inglês envolvido no estudo falsificou os dados, e o trabalho foi rebatido.

De lá para cá, inúmeras pesquisas sérias já procuraram essa ligação e não encontraram nenhuma evidência de que vacinas gerem autismo, o que foi também divulgado em matérias publicadas pelo Ministério da Saúde durante a pandemia de COVID-19.  Pelo contrário, o simples boato já custou vidas. Houve ressurgimento de doenças quase erradicadas, como sarampo e rubéola, justamente porque parte da população deixou de se vacinar.

Resumindo: não existe ligação comprovada entre vacinas e autismo, e vacinar é seguro e essencial.

Mito 3: Uma dieta saudável já é o suficiente

Talvez você ache que, se alimentar bem já está garantido ter todas as vitaminas e minerais que precisa. A verdade é que nem sempre basta “comer saudável” para absorver bem os nutrientes. Há vários fatores que interferem nessa absorção, por exemplo:  mastigar insuficientemente pedaços grandes de comida pode dificultar a ação das enzimas digestivas, e beber muita água durante a refeição dilui o ácido do estômago, que é essencial para quebrar proteínas.

Além disso, doenças gastrointestinais e até o envelhecimento podem reduzir a absorção. Portanto, comer bem é fundamental, mas preste atenção também aos hábitos para aproveitar ao máximo os nutrientes.

Cientistas da Florida, no ano passado lançaram um artigo que compila informações a respeito da Fisiologia humana e a absorção de nutrientes. Você pode acessar este material por aqui: Fisiologia, Absorção de Nutrientes – StatPearls

Mito 4: Suco “detox” purifica o organismo

Está na moda beber sucos verdes ou qualquer “suco detox” para “limpar o corpo” das toxinas. No entanto, não existe um ingrediente mágico com esse poder extra. Nosso corpo já possui órgãos próprios para “desintoxicar”: o fígado e os rins filtram naturalmente as substâncias nocivas do sangue.

Parar de consumir excessos de açúcar, gordura e álcool e beber bastante água são as melhores maneiras de ajudar esses órgãos a fazer o seu trabalho. Os sucos detox podem até ser gostosos e ricos em vitaminas, mas não eliminam toxinas além do que seu corpo já faz sozinho.

Mito 5: Micro-ondas mata nutrientes ou causa câncer

Muita gente evita o micro-ondas achando que ele estraga a comida. Na realidade, ele é um dos métodos menos agressivos nutricionalmente, pois cozinha rapidamente e quase não usa água, fazendo com que menos vitaminas sejam perdidas pelo calor e pela diluição.

Por exemplo, um estudo da Universidade de Illinois mostrou que o espinafre cozido no micro-ondas mantém 100% da vitamina B9, enquanto no fogão convencional perde cerca de 30% dessa vitamina. Confira o estudo aqui: Retenção de ácido fólico e ácido ascórbico em espinafre fresco cru, cozido no micro-ondas e cozido da maneira convencional.

Quanto ao suposto risco de câncer, não passa de boato: o forno de micro-ondas emite radiação não-ionizante que são semelhantes à de um rádio e não altera quimicamente a comida. Então, usar micro-ondas não destrói nutrientes nem torna os alimentos perigosos. Pelo contrário, é até menos danoso que muitos outros métodos de cocção.

Mito 6: Carboidratos fazem mal e devem ser evitados

Tem gente que considera o carboidrato como vilão absoluto da dieta e que cortar pão, arroz e batata do cardápio, achando que é a solução para emagrecer. Mas essa é uma ideia equivocada.

Os carboidratos são nutrientes fundamentais, são a principal fonte de energia para o corpo, além de fornecer fibras, vitaminas e minerais. O problema não está nos carboidratos em si, mas no excesso de carboidratos refinados, como: açúcar e farinha branca.São eles que engordam e podem causar problemas de saúde, não o carboidrato natural que vem de alimentos integrais, frutas e raízes.

Em outras palavras, trocar pão branco, doces e biscoitos por versões integrais e equilibrar as porções é o caminho certo, não eliminar completamente esse macronutriente essencial.

Para mais informações sobre o papel fundamental dos carboidratos na nossa dieta, acesse o estudo divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura

Mito 7: Produtos “light” ou “diet” ajudam a emagrecer

Embalagens coloridas prometendo alimentos light ou diet fazem muitos consumidores acreditarem que esses produtos são melhores para perder peso. Na prática, porém, isso nem sempre é verdade.

Para manter o sabor ao tirar o açúcar ou reduzir a gordura, as indústrias costumam incluir adoçantes, gorduras substitutas ou outros aditivos, o que pode elevar o valor calórico total do alimento ou torná-lo menos saudável. Ou seja, um iogurte “light” pode ter tantos aditivos que não oferece vantagem alguma em termos de saúde ou emagrecimento sobre o produto original.

Nem sempre o light é sinônimo de magro: muitas vezes, a versão comum é tão equilibrada quanto, ou até melhor, do ponto de vista nutricional. Em vez de confiar cegamente nessas etiquetas, o ideal é ler os rótulos e focar em uma dieta variada e balanceada. E, claro, lembrar que nenhum alimento isolado faz milagre, perder peso depende do conjunto da dieta e do estilo de vida.

Agora você já conhece os mitos mais populares sobre saúde!  

Com tanta informação disponível, é fundamental saber distinguir o que é de fato verdade. Os mitos acima mostram que, embora uma dica aparentemente simples possa parecer verdadeira, sempre vale a pena checar junto a fontes confiáveis.

Consulte profissionais de saúde e dê preferência a material científico ou divulgado pela imprensa séria. Afinal, cuidar da saúde com base em evidências é a melhor maneira de garantir resultados efetivos e seguros.